Definindo limites

Posted by Anderson Rocha in VIDA CRISTÃ

definindo limites

Por Anderson Rocha

Primeiramente, precisamos entender a definição de LIMITE: Limite é Prazo. É a definição de espaço no tempo determinado, ou o mais alto grau ou final de alguma coisa. Também pode ser a circunstância ou época que assinala o princípio ou a finalização de um tempo. A marca a partir da qual não se pode continuar.

Desde o princípio de tudo, Deus nos instrui pondo limites em toda sua criação. Ao longo da narrativa bíblica, O vemos estabelecendo leis que protegem e demarcam limites para todas as coisas criadas. Todo o universo se baseia na limitação, do contrário, viveríamos num completo caos.

Observando aqui em casa, no dia-a-dia com meus pequenos, vejo como os limites são fundamentais para o bom fluxo da vida. Nathan, Miguel e Gabriel, cheios de energia, correndo pela casa, aprontando… de repente, uma brincadeira mais exagerada, mais ríspida, e, se não vigiamos, limites de obediência são rompidos e tudo vai por água abaixo. “Tire o dedo das tomadas!” diz um pai com os poucos cabelos da cabeça em pé. Ou ainda, “Não suba em cima da mesa de vidro!”, observando o pequeno Gabriel, dando uma de “Homem-aranha”, levando minha esposa Débora a descabelar-se pela casa. Dia de rotina normal na casa dos Rocha (risos), mas a partir dessas pequenas experiências do cotidiano, vemos como os limites são primordiais e realmente salvam vidas.

Limites. Eles são na verdade, a razão de nossa existência. Paremos um minuto para refletir: o que seria de nós se, por exemplo, não houvesse a gravidade? Sim, ela mesma (lembramos de Sir Issac Newton e a maçã, não é?). Pense num ambiente desprovido de gravidade… consegue? Se a retiramos, ficamos flutuando, sem controle do nosso corpo, desorientados. Se a quantidade de oxigênio no ambiente não estiver numa porcentagem aceitável ao ser humano, morremos. Se não houvesse uma demarcação de distância do Sol e da Lua em relação à Terra por exemplo, sequer existiríamos. Os limites (distância, tempo, força, etc.) definem toda a criação de Deus e quando são quebrados, geram sérias consequências.

Os limites na verdade são, num primeiro momento, para a nossa proteção. Estabelecemos limites para os nossos filhos porque os amamos, e não queremos vê-los feridos na caminhada da vida. Deus estabelece limites nas coisas criadas para mostrar primeiramente que há alguém que rege todo este cenário, e que não foi feito por acaso. Também existe para mostrar que as coisas e situações necessitam de equilíbrio e controle, do contrário, tudo se perde. A justiça, a graça, o amor, a disciplina, são definidos pelos limites que Deus estabelece em tudo que Ele criou. Todos os padrões (ou limites) são definidos pelo Senhor, em todas as Suas manifestações.

Vemos um exemplo de marcação de limites quando Deus os estabelece para o homem quando Ele diz no Éden: “de toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:16,17). O limite ficou bem claro diante do homem, porque para que sejamos advertidos de alguma coisa, precisamos saber o porquê da advertência para que não cometamos atos de desobediência. Ou seja, Deus deu uma ordem e explicou que, ao não cumpri-la, existem graves consequências. Ele (Deus) disse bem claro: “certamente morrerás!”, e ao rejeitar a ordem de Deus, Adão e toda a criação pagaram o preço pela desobediência. Limites rompidos.

Os vários votos que vemos na Bíblia, como por exemplo, o voto de Nazireado, tinha como objetivo demarcar limites de relacionamento para o povo de Israel. Vemos em Juízes 13:5, o propósito de Deus na concepção de Sansão, quando diz: “Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.” Enquanto nazireu de Deus, Sansão não poderia se envolver com mulheres fora do seu arraial. Porém, quando ele começa a se relacionar com a filistéia Dalila, tem-se ali o início de sua queda. Sansão foi além de onde ele poderia ir, ou seja, quebrou um limite estabelecido. Ruína.

O ápice da importância aos limites foi inclusive demonstrado por Deus, na vinda de Jesus Cristo, em cumprimento ao plano de redenção do Criador, quando vemos em Gálatas 4:4 “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” Jesus veio no momento certo, no tempo exato que Deus determinou pela Sua soberana vontade, para salvar todo aquele que crê, a fim de alcançar a vida eterna (João 3:16).

Para concluir, Deus estabelece os limites porque Ele se importa, Ele quer proteger a criação. Sem a dependência de Deus, tudo fica descontrolado, ficamos desequilibrados e desorientados. Quando Deus diz: “não adulterarás” (Êxodo 20:14), Ele não está só nos proibindo da traição matrimonial, mas nos protegendo para que outros não rompam os limites do casamento. Ele coloca “cercas” ao nosso redor, não para nos prender, mas para cuidar. Porque vemos o povo de Deus sendo citado na Bíblia como “ovelhas”? Pelo simples fato de que ovelhas fora do aprisco (limite) não sobrevivem, são frágeis e precisam de um pastor. Limites demarcam até onde podemos ir. Permaneça no aprisco e desfrute do cuidado de Deus.

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