pensamento social calvinista

Por Eliandro da Costa Cordeiro

INTRODUÇÃO

O objetivo deste artigo é apresentar a leitura que André Biéler faz sobre a Ética Individual e a Responsabilidade Social Calvinista em sua obra “A força oculta dos protestantes”. Pois, tal obra visa apresentar a Reforma Protestante como uma das principais insurgidoras da Democracia no mundo ocidental. Como tal, a autor teve que primeiramente reconstruir a noção de coletividade e liberdade individual na Reforma Protestante. Ideologias posteriores à Reforma, ironicamente por ela beneficiadas, tenderam acusa-la pela realidade da miséria e pobreza no período de transição medievo-renascentista.[1]

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Se Deus já tem tudo determinado, por que orar?

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Por Clóvis Gonçalves

“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” 1Jo 5:14

A pergunta acima foi feita por uma irmã amada, cristã fiel e sincera para com Deus. É legítima e merece a melhor resposta que puder ser dada, de acordo com o ensino claro das Escrituras Sagradas. Tentarei fazer isso, embora talvez não seja a pessoa mais indicada para a tarefa.

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Filipenses 2.13 está traduzido errado?

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Por Clóvis Gonçalves

Um artigo recente procura mostrar que o entendimento calvinista de Filipenses 2:13 erra por se basear na interpretação incorreta do termo energon.  A palavra traduzida como “efetua” (ARA e NVI), “opera” (ARC e TB) e “age” (NTLH) deveria, segundo o artigo, ser traduzido como “energizar”, “permitir agir” ou “empoderar”.  Ele reconhece que em outras passagens (p. ex. Mt 14:2) o termo também é traduzido como “operar”, mas aí o correto seria “estar presente” ou “dar condições”. Finalmente, faz-se uma analogia com “um ambiente de trabalho harmonioso”, o qual favorece que uma pessoa explosiva torne-se calma, mas não garante que isso aconteça.

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O Calvinismo segundo um Pentecostal

Posted by Clóvis Gonçalves in REFLEXÕES TEOLÓGICAS - (Comentários desativados em O Calvinismo segundo um Pentecostal)

calvinismo-pentecostal

Por Clóvis Gonçalves

Introdução

O movimento pentecostal geralmente foi visto como não calvinista e superficialmente descrito como arminiano. Por ser associado a igrejas tradicionais, em geral cessacionistas, o calvinismo sofre no meio pentecostal de uma imagem negativa, agravada por representações malfeitas dos pontos distintivos da soteriologia dos reformadores. Por outro lado, o arminianismo é associado ao movimento de santidade wesleyano, que exerceu influência no pentecostalismo, portanto não sofre com esse estigma. Embora o arminianismo jamais tenha sido abraçado de forma refletida e o calvinismo tenha sempre sido rejeitado de forma preconceituosa, as igrejas pentecostais são tidas como arminianas.

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PENTECOSTALISMO-CALVINISMO

Por Clóvis Gonçalves

Introdução

Historicamente, a relação entre calvinistas e pentecostais não tem sido sempre amistosa. Em muitas obras publicadas o tom belicoso não foi evitado. Contudo, em tempos mais recentes e de forma crescente, pentecostais em busca de uma teologia mais robusta tem se aproximado do calvinismo, enquanto estes tem demonstrado maior abertura à liturgia pentecostal. Mesmo assim, essa crescente minoria tem sido vista com cautela, tanto por pentecostais como por calvinistas. E embora se admita que seja “muito possível que um crente individual, ou uma igreja, creiam firmemente nos cinco pontos do calvinismo e ao mesmo tempo creiam no batismo com o Espírito Santo como segunda experiência e na continuidade do dom de línguas”,1 tais crentes e igrejas são vistas como inconsistentes. A questão, pois, é se os dois sistemas são necessariamente auto excludentes ou existe compatibilidade entre as doutrinas distintivas de pentecostais e calvinistas.

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rotuloteologico

Por Marcelo Berti

Na minha opinião, rótulos teológicos são um problema. Não que eu os tenha em baixa estima, o que pense que são desnecessários. Nada disso. Apenas acho que rótulos teológicos são um problema na teologia brasileira. Talvez minha história ilustre a questão. Desde que comecei o Teologando já recebi rótulos dos mais diversos: Quando escrevi sobre a criação, fui chamado de religioso fundamentalistaquando escrevi sobre Pedro e a Pedra, fui chamado de liberal;quando escrevi sobre a eleição, fui chamado de calvinista; quando ensinei sobre Cristo, fui chamado de arminiano; quando citei Rudolf Bultmann fui chamado de herege; quando escrevi sobre o reino de Deus no ensino de Cristo fui chamado de neo-dispensacionalista; quando escrevi sobre o Espirito Santo, fui chamado de pentecostal; quando escrevi sobre a bíblia, fui chamado de fundamentalista. De duas uma: (1) ou eu sou bipolar ou (2) existe algum problema com os rótulos teológicos. Talvez, alguém diga que as duas opções não são mutuamente excludentes.

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Por Leonardo Gonçalves

Esta semana li um texto onde o autor afirma que a doutrina reformada da expiação particular ou limitada é uma petulância teológica. Neste texto gostaria de defender a ideia de que o autor, embora arminiano, também crê em uma expiação limitada. Isso porque a doutrina da expiação, seja ela arminiana ou reformada, sempre compreende uma expiação limitada. Senão, vejamos:

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