Estudo panorâmico do Pré-Milenismo histórico

Posted by Maurício Montagnero in REFLEXÕES TEOLÓGICAS

pre-mil

Por Maurício Montagnero

INTRODUÇÃO

Ap 20.4, 5 e 7 traz algumas divergências teológicas na área da escatologia. Ela relata sobre o milênio (do latim “mille” que significa mil, e “annus” que significa anos), isto é, mil anos que Cristo reinará sobre a terra.

Há algumas posições que falam sobre os mil anos, a saber: (1) Amilenismo não crê na existência de um milênio literal (prefixo “a” que significa “não” ou “nenhum”), porém esse milênio, como o reino, são realizados na era da igreja, ou seja, nos dias de hoje. Começou com a ressurreição de Cristo e se expandirá até sua volta; (2) Pós – milenismo crê que o milênio começará antes da segunda vinda de Cristo (prefixo “pós” que significa “depois”) e que o reino se estabelecerá através da cristianização do mundo, onde começara o milênio; (3) Pré – milenismo histórico/clássico crê que o milênio se realizará depois da segunda vinda de Cristo (prefixo “pré” que significa “antes”), sendo assim o reino total de Cristo será no milênio, todavia, esse reino já existe parcialmente na era da igreja; e (4) Dispensacionalismo crê da mesma forma que o pré – milenismo histórico sobre quando ocorrerá o milênio, porém tem algumas peculariedades que são: Distinção entre Israel e Igreja; os anos da tribulação terão a atenção de Deus voltado para Israel; o milênio será realizado para que sejam cumpridas as profecias realizadas para Israel no Antigo Testamento; e que Deus sempre trabalhou com dispensações para o seu povo.

Esse presente estudo adota o pré – milenismo histórico/clássico (doravante pré milenismo histórico) como posição escatológica, pois o mesmo recebe apoio dos pais da igreja, inclusive de Policarpo e Papias que foram discípulos do homem que escreveu Apocalipse (João, o Apóstolo), e, por conseguinte, o texto discutido; e, também, como o próprio Grudem afirmou “os argumentos a favor do pré – milenismo clássico são os mais persuasivos”.[1]

DESENVOLVIMENTO

Para melhor compreensão desta posição escatológica essa parte será delineada em 9 pontos. O primeiro e o último foram acrescentados pelo presente autor e os de numero 2 – 7 foram retirados da Teologia Sistemática de Ferreira e Myatt,[2] sendo de uma forma cronológica.

Há uma consideração a ser feita: essa posição escatológica também é conhecida como quiliasmo (do grego “chilio” que significa “mil”).

1. Apoio Histórico:

Essa posição escatológica foi a principal entre a teologia patrística dentre eles pode-se nomear Justino, Irineu, Tertuliano, Policarpo, Papias, Cipriano, Clemente de Roma, o Didâque (era uma literatura), O pastor de Hermas (era uma literatura), Barnabé, Inácio, Hipólito, Cipriano, Comodiano, Nepos e Lactâncio. É importante ver as declarações[3] de alguns deles, começando por Policarpo (70 – 155):

“Se o agradamos nesta era, receberemos também a era por vir, segundo nos prometeu que nos ressuscitará dos mortos, e que, se nos mostrarmos dignos dele em nosso viver, ‘também reinaremos com ele’”.

Papias (80 – 163) escreveu que o Milênio realizar-se-ia após a ressurreição dos mortos “quando o reinado do próprio Cristo será estabelecido”.

Irineu (130 – 202):

“Mas, depois que esse anticristo tiver devastado todo este mundo, ele reinará durante três anos e seis meses e se assentará no templo, em Jerusalém; então o Senhor virá dos céus nas nuvens, na glória do Pai, e enviará esse homem e seus seguidores para o lago de fogo; mas trará para os justos os dias do reino, ou seja, o descanso, o bendito sétimo dia; e restaurará a Abraão a prometida herança, em cujo reino haveriam de sentar-se com Abraão, Isaque e Jacó… Assim, a benção predita pertence, sem sombra de dúvida, aos dias do reino, quando os justos terão domínio sobre sua própria ressurreição”.

Lembrando que os dois primeiros foram discípulos de João, o Apóstolo, que foi o autor de Apocalipse e consequentemente do texto discutido. O último foi discípulo de Policarpo. Encerra-se esta parte com as palavras de Philip Schaff:

“A questão mais intrigante da escatologia do período anteniceno é o quiliasmo proeminente, ou milenismo, crença no reino visível de Cristo em glória na Terra com os santos ressurretos durante mil anos, antes do julgamento e da ressurreição generalizada. Isso não foi, de fato, uma doutrina da Igreja incorporada a nenhum credo ou forma de devoção, mas sim uma opinião de renomados professores grandemente aceita” [4]

Na época da reforma existiram os teólogos que adotava essa posição escatológica, a saber: William Tyndale, William Twisse, Thomas Goodwin, William Bridge, Jeremiah Burroghs, Cotton Mather, Benjamim Keach, John Gill, Philip Jakob Spener, Johann A. Bengel, Charles Wesley, Augustus Toplady, Andrew Bonar, Horatius Bonar e C.H. Spurgeon. Alguns destes nomes citados não fizeram parte do movimento reformado. Dentre esses nomes existem puritanos, batistas, avivalistas e pietistas alemães.[5] Porém, ressalta-se, entre os reformadores a posição escatológica mais saliente foi o amilenismo.

Na atualidade os teólogos que adotam o pré-milenismo histórico são: Oscar Cullmann, Russel Shedd, George Eldon Ladd, Wayne Grudem, R. K. McGregor Wright e Millard Erickson.[6]

2. Época presente da Igreja:

O pré – milenismo ensina que a era da igreja começou na ressurreição de Cristo e continuará até o tempo da grande tribulação.

Interessante notar aqui à teologia pactual/teologia das alianças/teologia federal (doravante teologia pactual). Ela tem maior apoio na posição amilenista; muito raro no pós – milenismo; e nenhum apoio no dispensacionalismo. Contudo, entre o pré – milenistas históricos essa posição se difere, sendo aceito por uns e por outros não, portanto, é aceito ocasionalmente. O presente autor desse estudo a aceita.

Essa teologia afirma que através dos pactos que Deus realizou ao longo da Sua palavra Ele firma um relacionamento com o homem, relacionamento esse que é feito pelo impulso do Seu amor, misericórdia e graça. Diante disso, articular-se que não existem dois pactos diferentes (lei e graça), contudo, todos os pactos são concernentes com a graça de Deus (Jo 1.16). Com isso, a era da igreja não é a era da graça, no entanto, mais uma era da graça, como também a lei o era. Os pactos mais estudados diante essa teologia é o pacto das obras (realizada entre Deus e Adão) e o pacto da graça (realizada por meio de Cristo). Além dessa teologia ser doxológica, isto é, glorificar a Deus; ela é também e especialmente soteriológica, isto é, a ênfase na salvação e redenção do homem.

Tem outros pontos salientes nela:[7] (1) A igreja é construída pelo povo de Deus em todas as eras e pactos da graça que ocorreram na Bíblia, e não só pela era atual; (2) Os pactos feitos com Abraão (aliança abraâmica) e com Davi (aliança davídica) estão sendo cumpridas parcialmente nessa era (para os amilenistas está sendo cumprida totalmente, mas para os pré – milenistas históricos será culminado no milênio); (3) O Reino de Deus está sendo estendido ao longo da história; (4) A igreja atual é o Israel espiritual de Deus, não aceitando a diferença entre Israel e Igreja; (5) Aceita o ensino do Antigo Testamento, ao menos que tenha sido revogado pelo Novo Testamento; (6) As profecias véterotestamentária são cumpridas e oferecidas para Igreja atual; e (7) Enfatiza o mandado cultural em Gn 1.28 – 30.

Veja em um trecho da Confissão de Fé de Westminster:

“Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele, como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual agradou-lhe expressar por meio de um pacto… O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e , nele, à sua posteridade, sob a condição de perfeita e pessoal obediência… Tendo-se o homem tornado, pela sua queda, incapaz de ter vida por meio deste pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; neste pacto da graça ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação através de Jesus Cristo, exigindo deles a fé, para que sejam salvos, e prometendo o seu Santo Espírito a todos os que estão ordenados para a vida, a fim de dispô-los a habilitá-los a crer… Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de Cristo, o testador, e à perdurável herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto… Este pacto no tempo da Lei não foi administrado como no tempo do evangelho. Sob a Lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa dispensação chama-se o Velho Testamento… Sob o evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus, bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento. Não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações.”[8]

3. Tribulação:

Os pré – milenistas históricos acreditam que haverá a grande tribulação conforme descrito em Mt 24 e Ap 5 – 18. Alguns crêem (inclusive o autor deste estudo) que está relacionado com a última semana de Dn 9.24 – 27.  Entre eles a uma divergência se os sete anos da tribulação são literais ou simbólicos. Essa tribulação será realizada em toda parte do mundo, sob o governo do Anticristo.

4. Volta de Cristo:

Essa posição escatológica crê que a volta de Cristo ocorrerá após a tribulação e que será um evento único com o arrebatamento e a primeira ressurreição (1 Ts 4.13 – 18), portanto, a igreja passará pelo período de tribulação. Além de 1 Ts 4.13 – 18 o outro texto base para a crença da segunda vinda de Jesus após a tribulação é Mt 24.29 e 30, quando interpretado de uma forma cronológica: 29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.  30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E, que, o arrebatamento ocorrerá junto, é pela continuação do texto (v.31): 31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

5. Milênio:

Após ocorrido todos os eventos que foram vistos Cristo reinará sobre a terra por mil anos. Os pré – milenistas históricos vão divergi mais uma vez, nesse ponto, se os mil anos são literais ou simbólicos.

Antes de continuar vendo o milênio nota-se uma expressão interessante utilizada nesse sistema acerca do reino de Cristo. Essa expressão se refere ao reino de Cristo como “já”, mas “ainda não”, ou seja, Cristo já está reinando hoje nos céus, e de forma mística e parcial com sua Igreja na terra (Mt 28.19; At 28.31; Rm 14.17; 1 Co 4.20; Cl 1.13), no entanto, esse reino será culminado, ou, totalizado no milênio, onde não será só de ordem espiritual, mas, também, de ordem política. Esse reino milenar será a culminação dos pactos abraâmico e davídico. O primeiro pacto se refere a uma promessa a Israel como uma condição permanente como nação e a posse de uma terra prometida, algo que ainda não ocorreu totalmente; e o segundo pacto se refere a uma promessa que Israel iria reinar com o Messias no trono. Todavia, deve-se ter em mente que o milênio não será um reinado voltado para a nação de Israel do Antigo Testamento; porém os pactos, as promessas e o milênio serão para o Israel espiritual de Deus, para todos que fizeram parte do Seu povo e de seu corpo místico, todos os que creram e se tornaram filhos de Abraão (Gl 3.7 – 9) de qualquer nação e tempo.

Porém, alguns questionam sobre o porquê elaborar uma doutrina acerca do milênio em cima de uma passagem bíblica (Ap 20.4, 5 e 7). Mas não existe só essa passagem bíblica que fala de um tempo aqui na terra que será de bom agrado e de paz (confira: Sl 72.8 – 14; Is 11.2 – 9; Zc 14.6 – 21). Esses textos são textos que não se referem ao estado eterno.[9] Além disso, encontra-se em Salmo 2 um texto que relata sobre o reino terrestre de Cristo, onde Cristo terá as “nações por herança” até “as extremidades da terra”. Salienta que o vs/9 relata que Cristo reinará com vara de ferro, isto é, fará que os “rebeldes” se sujeitem ao seu reino com a autoridade sobre as nações com o Seu governo; essa expressão “vara de ferro” é repetida em outros textos (Ap 2.26 e 27; 12.5; 19.15) se referindo a Cristo, como também há outros textos que mostra esse tipo de governo dEle (Is 2.1 – 4; 11.4). O Salmo 22 concede a mesma ideia de um reino que Cristo governará com as nações convertidas (v.27), serão governadas (v.28) com suas descendências ensinadas que O servirão (v.29 e 30).[10] Importante ser visto ainda o texto de Is 65.20 sobre o tempo onde terá nascimento e idade, porém, de uma forma diferente; isso está em um contexto mesclado, que ora fala do estado eterno, ora fala do milênio, algo comum nas profecias véterotestamentárias em não fazer tais distinções, como, também, não foi feito em relação à primeira e a segunda vinda de Cristo.[11]

Nesse reinado milenar de Cristo os cristãos reinarão e terão autoridade concedida por Ele (Lc 19.17 e 19; 1 Co 6.3; Ap 2. 26 e 27; 3.21).[12]

6. Final do Milênio:

Na segunda vinda de Cristo é visto que Satanás será atirado no abismo, selado (ideia de remoção total de sua influência)[13] e amarrado lá durante o milênio (Ap 20.1 – 3a). Algo que não se vê acontecer nos dias de hoje, pois está solto como um leão procurando alguém para devorar (1 Pe 5.8). Todavia, no final do milênio ele será solto novamente (Ap 20.3b e 7) a fim de enganar as nações (v.8) onde se ajuntará a elas para se levantar contra o reinado de Cristo (v.8 e 9), mas tanto Satanás como as nações que o acompanhar serão derrotados e condenados (v.9 e 10). Os que dessas nações o seguir, com certeza serão os não regenerados. Cristo entregará o reino ao Pai (1 Co 15.24 e 25).

7. Segunda Ressurreição:

Ocorrerá a segunda ressurreição, que será a dos ímpios, para serem julgados e condenados diante o trono branco para junto com a morte serem lançados no lago de fogo e enxofre (Ap 20.11 – 15). Vê-se que o julgamento/grande juízo/dia do juízo ocorrerá depois do milênio.

8. Estado eterno:

Após ter ocorrido todos esses eventos virá o fim que será o começo de tudo. Os incrédulos passarão para o tormento eterno, no lago de fogo e enxofre (Ap 20.14 e 15). O povo de Deus que existiu em todos os tempos e em todos os lugares deste mundo, e do milênio, desfrutará da presença de Deus como das suas bênçãos para todo o sempre (Ap 21 e 22), nos novos céus e na nova terra. É agradável ver a composição de uma música do Oficina G3 baseado em Ap 21 com Is 9.6:

“Novos céus e uma nova terra, alegria eterna, onde não haverá mais lágrimas e nem choro se ouvirá. Onde juntos todos viveremos, face a face O veremos e exaltaremos Sua glória e majestade para sempre. Maravilhoso, Pai da eternidade, Príncipe da paz, Deus forte…”

9. Interpretação do texto de Apocalipse 20.1 – 7:

A posição de interpretação bíblica e escatológica do pré – milenismo histórico. É exegética assim eles levam em conta alguns pontos como: Autoria; datação; leitores primários; contexto histórico, político e geográfico da escrita; a língua original e etc. Eles também afirmam que seguem uma interpretação normal das Escrituras que seria baseado na hermenêutica apostólica, conhecida em quatro pontos: (1) Literal, (2) Típica, (3) Analógica e (4) Senso. Cada texto indicará como deve ser interpretado.[14] Sendo assim afirmam que sua interpretação é coerente, por exemplo, textos proféticos em um sentido espiritual e não – literal.[15] A interpretação que foi usada pelos apóstolos, por isso chama-se hermenêutica apostólica.

O texto referente ao milênio (Ap 20.1 – 7) os pré – milenistas históricos vão afirma que deve ser interpretado literalmente. Segundo o conceito de Ladd[16] esse texto também deve seguir uma forma cronológica, logo, o evento do milênio vai ocorrer depois da vinda de Cristo do capitulo 19 e o que está descrito após esses versos serão realizados no final e depois do milênio. Além dos pré – milenistas históricos terem uma abordagem literal desse texto também tem uma abordagem cronológica.

A meta aqui não é interpretar versículo por versículo, porém, responder algumas peculariedades desse texto baseado nas perguntas de Grudem:[17] Quando ocorreu (ou ocorrerá) a prisão de Satanás nos versículos 1 e 2? Onde a cena descrita no versículo 4 ocorre?  Ao que a expressão “eles ressuscitaram” (ou “e viveram”) no versículo 4 se refere? O versículo 4 diz que os crentes reinariam com Cristo por mil anos. Onde esse reinado acontece? Quando? Ao que esse período de “mil anos” se refere?

A prisão de Satanás ocorrerá no milênio. Essa cena ocorre na terra. A expressão “ressuscitaram” ou “viveram” se refere à primeira ressurreição que será dos santos antes do milênio, e não as almas que estão vivas e reinam hoje nos céus com Cristo; o termo grego para essa palavra ezhsan/ezesan” é a mesma palavra encontrada no verso seguinte (vs/5) onde ensina que os outros mortos não reviveram; e essa mesma palavra é usada para se referir “a voltar a vida” em outras passagens deste livro (Ap 2.8; 13.3 e 14). No vs/4 as pessoas que se assentaram nos tronos e tiveram o poder de Julgar são cristãos, então como eles farão isso se não forem ressuscitados antes? Nessa ressurreição, segundo o conceito de Ladd, existem três grupos:[18] (1) Os santos de Deus que participarão do reinado de Cristo, (2) Os mártires da tribulação e (3) Os que rejeitaram o governo da besta. A separação entre o segundo e o terceiro grupo fica claro na sintaxe grega. A segunda ressurreição ocorrerá depois do milênio (11 – 15), dos mortos sem Cristo e dos que morreram no milênio, onde encararão o julgamento.

O reinado milenar realizar-se-á na terra. O período de mil anos se refere a um tempo que Cristo reinará totalmente na terra.

CONCLUSÃO

A única certeza absoluta que pode ser afirmada é que Cristo voltará! O pré – milenismo histórico explica que isso ocorrerá de uma forma cronológica: (1) A era atual da igreja; (2) A tribulação com a igreja presente; (3) A segunda vinda de Cristo com o arrebatamento da igreja e a primeira ressurreição, e, também, o aprisionamento de Satanás; (4) Milênio, que será o reinado total de Cristo na terra; (5) O fim do milênio, onde Satanás com as nações rebeldes serão condenadas para sempre; (6) A segunda ressurreição, que é dos incrédulos como de quem morreu no milênio, com o grande julgamento; e (7) O Estado eterno, que dos cristãos será nos novos céus e uma nova terra; e dos incrédulos no lago de fogo e enxofre.

Portanto, se faz necessário cada pessoa esteja preparada para o fim que cada vez mais se aproxima e estando firme com o povo de Deus (Hb 10.25). Além de uns consolar os outros com essas palavras (1Ts 4.18).

NOTAS

[1] GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática: uma introdução aos princípios da fé cristã. São Paulo: Vida, 2001, p. 492.

[2] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 1102.

[3] ZUCK, Roy. B. A Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 1994, p. 268 – 269.

[4]  RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004, p. 524.

[5] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 1101.

[6] FERREIRA, loc. cit.

[7] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 1107; e ZUCK, Roy. B. A Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 1994, p. 274.

[8] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 1106.

[9] GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática: uma introdução aos princípios da fé cristã. São Paulo: Vida, 2001, p. 489.

[10] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 1106.

[11] GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática: uma introdução aos princípios da fé cristã. São Paulo: Vida, 2001, p. 489.

[12] GRUDEM, loc. cit.

[13] Ibid., p. 493.

[14] Notícia fornecida por Prof. Dr. Ronald David Rogers na aula de Teologia Sistemática IV, em Campinas, em 09 de Junho de 2010.

[15] ZUCK, Roy. B. A Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 1994, p. 274.

[16] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 1145.

[17] GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática: uma introdução aos princípios da fé cristã. São Paulo: Vida, 2001, p. 494.

[18] LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2003, p.835 – 836.

REFERÊNCIAS 

FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, 1218 p.

GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática: uma introdução aos princípios da fé cristã. Tradutor Heber Carlos de Campos. São Paulo: Vida, 2001, 551 p.

LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. Tradutor Degmar Ribas Júnior. São Paulo: Hagnos, 2003, 901 p.

RYRIE, Charles C. Teologia Básica ao alcance de todos. Tradutor Jarbas Aragão. São Paulo: Mundo Cristão, 2004, 659 p.

ZUCK, Roy. B. A Interpretação Bíblica. Tradutor Cesar de F.A. Bueno Vieira. São Paulo: Vida Nova, 1994, 356 p.

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