Liberalismo: um flerte fatal

Posted by Leonardo Gonçalves in HERESIAS | IGREJA

liberalismo

Por Leonardo Gonçalves

“Esse flerte é um flerte fatal. É sempre gente muito especial” (Edgard Scandurra)

Flerte Fatal é o nome de uma música da banda de rock nacional Ira, que fala sobre o abuso das drogas e suas consequências. Na narrativa poética de Edgard Scandurra, tudo começa com um simples flerte que aos poucos vai nos consumindo, e no final nos destrói completamente.

O liberalismo tem sido alvo de flerte há algum tempo no Brasil. Sabe-se de seminários respeitados que hoje são um ninho de teólogos liberais, instituições tradicionais e pentecostais que tem em sua cátedra professores cuja missão em sala de aula é desacreditar a Palavra de Deus.

HEREGE À MODA ANTIGA

Essa vertente chamada de liberalismo teológico não é nova. Engana-se quem pensa que Rudolph Bultmann, no século 20, foi o proponente, idealizador ou precursor. Já no século 19, o alemão Friedrich Schleiermacher negava a historicidade dos milagres de Jesus, e Albrecht Ritschl colocava a experiência subjetiva acima da Palavra e transformava o filho de Deus em um mero sábio religioso.

A lista de teólogos malignos e seus desserviços ao evangelho é longa, e seria muito chato gastar tanto tempo citando cada herege liberal, sua época e sua contribuição para esculhambar com a igreja, então eu vou abreviar. Basta-nos saber que tal pensamento não é novidade.

UTOPIA RACIONAL

Assim como o comunismo, o liberalismo teológico é uma utopia. Ele chega com a promessa de revitalizar o cristianismo através de uma proposta de fé que contemple as necessidades do homem moderno (ou no nosso caso, do homem pós-moderno), mas ao invés do avivamento religioso-racional prometido, o que realmente acontece quando o liberalismo chega às igrejas é que elas morrem. Isso aconteceu na Europa, tem acontecido nos Estados Unidos e em breve vai começar a acontecer no Brasil.

Além disso, os teólogos liberais falham no mesmo ponto que os comunistas. Eles acham que sabem o que as pessoas precisam, quando na verdade eles não entendem nada de gente. As pessoas modernas (e pós-modernas) precisam de espiritualidade tanto quanto os humanos mais primitivos. O homem não é uma máquina proletária, e nem uma máquina humanista, mas um ser criado à imagem de Deus, que precisa estar em comunhão com ele por meio de Jesus Cristo. Por isso as ideologias humanizadas, sejam elas políticas ou bíblicas, são totalmente ineficazes quando se trata de resolver o problema do homem.

MIL ROSTOS, TODOS IGUAIS

No Brasil, o liberalismo tem muitas faces. Ele se disfarça de pastor-pensador que discursa sobre uma “divindade relacional” que abre mão de conhecer o futuro pra ser nosso amigão, e também de guru esotérico que apela até para a “impossibilidade quântica” quando o assunto é justificar o próprio pecado. Ele se disfarça de pastor-filósofo que fala de “horizontes utópicos” e “humanismo apofágico”, e até de pai de santo gospel que faz culto em terreiro de candomblé sob pretexto de que “todas as religiões têm uma parte da verdade”.

Mas por trás de toda roupagem intelectual, a verdade acerca destes homens é bastante simples. O pastor liberal quase sempre é um homem que perdeu a fé, mas que gosta de viver da religião. Sem coragem para encarar o mercado de trabalho, o neo-herege faz desse estado de apostasia sua nova fé, e transforma sua “crença na descrença” em um lucrativo meio de vida. Como o mau pastor de Ezequiel 34, estes homens engordam sugando a vitalidade das ovelhas, e destruindo a espiritualidade da igreja.

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