Meu professor ateu

Posted by Djesniel Krause in APOLOGÉTICA

meu professor ateu

Por Djesniel Krause

Algumas vezes, estudantes cristãos têm relatado que colegas e até mesmo professores tem direcionado críticas à religião em geral e ao cristianismo em particular, em sala de aula.

Tal comportamento de apologia ao ateísmo pode ser verificado em diversas universidades e faculdades, em especial nas disciplinas de história, filosofia, e outras disciplinas tidas como “humanas” onde, aparentemente, o pensamento anticristão tem predominado, embora as ciências exatas como a física, e também as biológicas, têm enfrentado situações semelhantes, talvez isto se dê ao sucesso da publicação de obras como as de Richard Dawkins, biólogo de Oxford.

Em determinadas situações, até mesmo estudantes do ensino médio já se deparam com algumas críticas ou questões que desafiam a sua fé.

Diante disto, defende-se que a igreja cristã deve atentar-se ao discurso antirreligioso que muitas vezes tem sido disseminado nos meios de educação, de modo a desenvolver programas apologéticos que visam ajudar os seus jovens fortalecerem a sua própria fé, alem de torna-los aptos a responderem algumas das questões que lhe são apresentadas e estarem prontos a dar a razão da esperança que está neles, como Pedro escreve em sua primeira epistola, capítulo 3, versículo 14.

Como Alister McGrath ressalta, “a apologética faz mais do que tornar o evangelismo eficaz: ela também permite que aqueles que já são cristãos aprofundem a qualidade de sua fé, reforçando o compromisso com a compreensão e a convicção”.[1]

Aos jovens que se identificam com as situações acima descritas, sugerem-se ao menos três opções, muito práticas, que podem e devem ser tomadas em conjunto. São elas:

Tenha interesse: se empenhe no estudo.

Faça perguntas: aprenda a fazer as perguntas certas.

Ore: tenha ciência que toda conversão é resultado da ação direta do Espírito Santo na vida de um indivíduo.

Todas as ações serão mais bem explanadas a seguir.

A primeira ação mencionada foi ter interesse e se empenhar no estudo.

Algumas vezes isto pode assustar ou desanimar alguns estudantes, mas isso não pode ser motivo para relaxar e ver a aplicação nos estudos com descaso.

Como o grande estadista britânico William Wilberforce, um dos principais responsáveis pela abolição da escravatura, certa vez escreveu:

Ninguém espera chegar às alturas do aprendizado, das artes, do poder, da riqueza ou da glória militar sem resolução vigorosa, diligência incansável e perseverança inabalável. Ainda assim, esperamos ser cristãos sem trabalho, estudo, ou questionamentos! Isto é o mais absurdo de tudo, porque o cristianismo, uma revelação de Deus e não uma invenção do homem, nos mostra novas relações com suas tarefas correspondentes. Ele também contém doutrinas, motivações e preceitos que lhe são peculiares. Não podemos esperar de modo razoável nos tornar competentes por acidente, assim como se alguém possa aprender de maneira insensível as máximas da política mundial ou um sistema de comportamento simples.[2]

O estudo cuidadoso das ciências, filosofia e teologia, com uma ênfase especial na apologética cristã possibilita ao estudante basear suas afirmações e perguntas em estudos aprofundados que vem sendo estudados, pesquisados e defendidos desde muito tempo, sem contar na autoridade de cientistas, pensadores e pesquisadores que são citados.

Soa muito diferente quando um aluno faz uma afirmação como: “Professor, eu acho que…” ou, “Professor, me desculpe, mas eu concordo com C.S. Lewis que diz…”.

Conforme afirma McGrath, “estar informado sobre as ideias-chave e os argumentos de grandes autores pode ser útil por outra razão: isso dá peso e autoridade às suas respostas. Apelar às autoridades ajuda muito”.[3]

É claro que o fato puro e simples de apelar para uma autoridade não me garante a veracidade do argumento, afinal, também os professores e colegas ateus poderão preencher seus discursos com os nomes de Russell, Nietzsche, Darwin ou Dawkins e é impossível que as duas opiniões divergentes sobre a factualidade do cristianismo estejam corretas.

Ocorre que, ao menos os professores certamente estão aptos a mencionar os estudos e publicações de pensadores ateus para reforçar suas conclusões, quanto pior para o cristianismo se seus defensores não forem capazes de fazer o mesmo!

A impressão que ficará nos demais estudantes é de que todas as pessoas pensantes são ateias, a religião está condenada a se restringir nos círculos sociais mais humildes e desprovidos de formação acadêmica.

Se tal opinião permanecer nestes estudantes em seu ingresso na universidade e ela não for questionada, então a sociedade será, em alguns anos, presenteada com inúmeros médicos, advogados, empresários, jornalistas, políticos, enfim, a classe de cidadãos que mais influenciam o mundo, confiantes de que a religião desaparecerá, ou que ao menos deveria.

A segunda ação mencionada foi fazer perguntas.

Aquilo que foi apresentado no recente filme “Deus não está morto”, onde um estudante calouro derrota seu professor de filosofia em uma série de debates públicos, infelizmente, tem uma chance ínfima de ocorrer.

Ainda que o estudante estivesse certo, ainda que o cristianismo seja de fato verdadeiro e o ateísmo falso, o professor é a autoridade na classe, o que é uma grande vantagem em relação ao estudante, além, é claro, de seu vasto conhecimento e experiência que pode ser utilizado em seu favor, algo que dificilmente um estudante calouro ou do ensino médio terá.

Portanto, bater de frente e enfrentar as opiniões do professor talvez não sejam a melhor opção.

Deve-se saber que perguntas devem ser feitas, a fim de demonstrar as falhas da cosmovisão ateísta e colocar o professor ou estudante em situações constrangedoras.

A sugestão anterior de utilizar-se de ideias chaves e citações de pensadores deve complementar esta segunda sugestão.

Nota-se a diferença da abordagem do estudante: “professor, eu acho que…”, ou: “Professor, entendo o que o senhor está afirmando, mas G.K. Chesterton certa vez disse que… o que o senhor acha?”

É importante que a pergunta não pareça ser um desafio, e sim uma dúvida sincera que visa sanar questões levantadas na mente do estudante durante a afirmação do professor.

Outras perguntas surgirão à mente do estudante conforme seus estudos apologéticos progridem e o mesmo toma conhecimento de fatores científicos relevantes para a teologia cristã, tais como as evidências científicas da singularidade cósmica, o ajuste fino do universo, projetado para o surgimento e desenvolvimento da vida baseada em carbono e a complexidade dos seres vivos.

Por um exemplo, não raras vezes a teoria da evolução é posta em contraposição à criação especial de Deus, do mundo e do ser humano.

Diante disto, o aluno pode questionar sobre o registro fóssil, que levou tantos paleontólogos, como Richard Owen, a criticar a teoria de Darwin.

Diante desta questão, talvez o professor negue que haja de fato tal vazio, uma ótima oportunidade para citar o próprio Darwin:

A quantidade de variedades intermediárias, que no passado existiram na Terra, deveria ser realmente enorme. Por que, nesse caso, todas as formações e todos os estratos geológicos não estão repletos desses elos intermediários? A geologia seguramente não revela nenhuma dessas cadeias orgânicas gradativas; e essa talvez seja a objeção óbvia e mais grave que se pode fazer a minha teoria[4].

Diante desta afirmação então, o professor deve fazer coro a Richard Dawkins e afirmar que “só uma fração minúscula dos corpos fossiliza-se, e temos sorte de ter tantos fósseis intermediários. Seria bastante provável não termos fóssil nenhum […]”[5].

A essa altura, uma nova pergunta começaria tornar-se provocativa, mas uma nova possibilidade seria afirmar que a resposta faz sentido, isso aplacaria um pouco do mal estar do professor, diminuindo um pouco sua resistência e uma possível marcação.

Logo após, questionar mais uma vez, se isto não deveria valer também para os outros fósseis, uma vez que se tem acesso a diversos registros fósseis de espécies e apenas alguns poucos alegados como transitórios, o que levou até mesmo o naturalista Stephen Jay Gould, paleontólogo de Harvard a desenvolver o que chamou de Equilíbrio Pontual, onde, segundo ele, “os espécimes evoluíram mais rapidamente durante um período de tempo mais curto, explicando assim as grandes lacunas dos fósseis”.[6]

Não é necessário que haja tantas perguntas, o objetivo não é deixar o professor totalmente sem ter o que falar, e sim que os demais estudantes vejam que suas respostas não convencem, o recomendável é apenas uma ou duas.

As perguntas também não precisam ir sempre contra a teoria de Darwin,  existe a possibilidade de o estudante não ver a necessidade de atacar a teoria da evolução, mas sim a visão de que tal teoria é incompatível com a crença convencional em Deus.

Nesta situação, o estudante pode citar diversos cientistas, antigos e contemporâneos, tais como Asa Gray, Ronald Fisher ou Francis Collins que mantiveram sua fé em Deus e em Sua ação durante o processo evolutivo.

Importante é, entretanto, que o estudante não permita que o professor inverta o ônus da prova, devolvendo ao estudante outra pergunta, sem ter respondido a sua, diante disto, o estudante deve insistir na resposta da sua questão.

Conforme afirma Gregory Koukl, “resista ao impulso de combater cada afirmação que o outro expressa. Não tente refutar cada falsa ideia. Não é sua tarefa responder às reinvidicações do outro. A tarefa de defendê-las cabe a ele”.[7]

Em seguida, o autor enfatiza ainda mais, “cair nessa armadilha será fatal”.[8]

A última ação mencionada foi a oração.

Entende-se que o estudante cristão quer que seus colegas e professores ateus conheçam a Cristo e entreguem a sua vida a Ele, porém, deve-se ter em mente que toda conversão é em última instância, obra do Espírito Santo.

Como escreveu Ravi Zacharias, um grande apologista contemporâneo, “o apologista poda os arbustos a fim de que o ouvinte possa dar uma boa olhada na cruz, e o Espírito Santo engendra a transformação no coração do indivíduo”.[9]

Também William Lane Craig escreve sobre a apologética e o Espírito Santo, segundo ele “não podemos convencer ninguém a entrar no Reino de Deus. A conversão é tarefa exclusiva do Espírito Santo. Mas o Espírito Santo pode usar nossos argumentos para trazer pessoas a si”[10].

Assim, todo o estudo e a aplicação da apologética cristã, quer seja na escola, na universidade ou mesmo na literatura ou convivência pessoal deve ser acompanhada da prática da oração e intervenção, com a confiança devidamente firmada na soberania de Deus e em sua misericórdia.

NOTAS:

[1] MCGRATH, Alister. Apologética cristã no século XXI: ciência e arte com integridade. São Paulo: Editora Vida, 2008, p. 325.

[2] WILBERFORCE, William. Cristianismo verdadeiro: discernindo a fé verdadeira da falsa. Brasília: Palavra, 2006, p. 22.

[3] MCGRATH, 2008, p. 358.

[4] DARWIN. apud LENOX, John. Por que a ciência não consegue enterrar Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2011, p. 160.

[5] DAWKINS, Richard. Deus, um delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 139.

[6] GEISLER, Norman L; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Editora Vida, 2006, p. 156.

[7] KOUKL. In: BECKWITH, Francis J.; CRAIG, William Lane; MORELAND, J. P. Ensaios apologéticos: um estudo para uma cosmovisão cristã. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 60.

[8] KOUKL. In: BECKWITH; CRAIG; MORELAND. 2006, p. 61.

[9]ZACHARIAS. In: CARSON, D.A. (Org.) A verdade: como comunicar o evangelho a um mundo pós-moderno. São Paulo: Vida Nova, 2015, p. 45.

[10]CRAIG, William Lane. Apologética contemporânea: a veracidade da fé cristã. 2. ed. São Paulo: Vida Nova 2012, p. 52.

REFERÊNCIAS

BECKWITH, Francis J.; CRAIG, William Lane; MORELAND, J. P. Ensaios apologéticos: um estudo para uma cosmovisão cristã. São Paulo: Hagnos, 2006.

CARSON, D.A. (Org.) A verdade: como comunicar o evangelho a um mundo pós-moderno. São Paulo: Vida Nova, 2015.

CRAIG, William Lane. Apologética contemporânea: a veracidade da fé cristã. 2. ed. São Paulo: Vida Nova 2012.

DAWKINS, Richard. Deus, um delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

GEISLER, Norman L; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Editora Vida, 2006.

LENOX, John. Por que a ciência não consegue enterrar Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2011.

MCGRATH, Alister. Apologética cristã no século XXI: ciência e arte com integridade. São Paulo: Editora Vida, 2008.

WILBERFORCE, William. Cristianismo verdadeiro: discernindo a fé verdadeira da falsa. Brasília: Palavra, 2006.

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8 Responses

  • Henrique says:

    “Algumas vezes, estudantes cristãos têm relatado que colegas e até mesmo professores tem direcionado críticas à religião em geral e ao cristianismo em particular, em sala de aula.

    Tal comportamento de apologia ao ateísmo pode ser verificado em diversas universidades e faculdades, em especial nas disciplinas de história, filosofia, e outras disciplinas tidas como “humanas” onde, aparentemente, o pensamento anticristão tem predominado, embora as ciências exatas como a física, e também as biológicas, têm enfrentado situações semelhantes”

    Sei que seus leitores não estão acostumados a suspeitar de qualquer afirmação aqui encontrada, mas eu não sou um leitor comum. Esta alegação de que a sala de aula é local de apologia ao ateísmo é um pouco estranha. Assim como os críticos de “Deus não está morto” dizem que o fictício professor Radisson deveria ter sido demitido (veja https://www.reddit.com/r/atheism/comments/3ggudv/gods_not_dead_made_me_wish_i_was/ e http://www.patheos.com/blogs/camelswithhammers/2014/03/a-philosophy-professor-analyzes-gods-not-deads-case-for-god/#strawphilosophers), principalmente os ateus como os destas referências.

    No Brasil não é diferente, também estamos num estado pseudo-laico de esmagadora maioria cristã. Isto significa que atacar uma religião é vetado a um agente público, e qualquer professor de instituição de ensino pública deve ser denunciado e exonerado ou no mínimo repreendido e forçado a abandonar a prática incorreta. O cenário não muda no ensino particular, visto que muitas e as maiores entidades de ensino superior particulares são religiosas — PUC e Mackenzie são os dois primeiros exemplos que me vêem à mente — e qualquer sinal de proselitismo ateísta seria imediatamente suprimido; duvido até que um professor ateu fosse sequer contratado. Tudo isso enquanto ataques reais à laicidade feitos por cristãos são ignorados (por exemplo https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/ensino-religioso-obrigatorio-em-49-de-escolas-publicas-contra-lei-7928028). Assim sendo, o autor poderia embasar a citação inicial deste comentário com denúncias apuradas de tal prática? E se a prática não existe ou não deveria existir, apologética em sala de aula torna-se não só inútil como improdutiva para o ensino acadêmico.

    • Djesniel Krause says:

      Olá Henrique, obrigado pela sua interação;

      Posso concordar com você que meu artigo seria mais interessante com o embasamento de denúncias sobre apologia ateísta por parte de professores, infelizmente não fiz esta pesquisa.
      Escrevi a partir de minha experiência pessoal e de conversas com outros estudantes e professores, como um professor de física na Unipampa, no Rio Grande do sul.
      Além disto, posso notar algo semelhante no curso de história da Universidade da Região de Joinville, (por favor, não estou acusando diretamente os professores dali, mas este comportamento é muito forte entre os alunos), e também com debates que tenho algumas vezes com ao menos dois ou três professores com os quais tenho contato (não sei como são em sala de aula, mas nas redes sociais eles tem influenciado muitos de seus alunos).
      Então, Henrique, se os professores não agem assim, ótimo, os estudantes cristãos não precisam reagir, mas você há de convir que a realidade pode ser diferente em relação aos colegas, então, permanece a necessidade do preparo apologético.
      Um abraço!
      Djesniel Krause

    • Djesniel Krause says:

      Olá Henrique, obrigado pela sua interação.

      Confesso que não fiz uma pesquisa extensa sobre denúncias de apologia ao ateísmo ocorrendo nas escolas e universidades, antes, eu falo a partir da minha experiência acadêmica, bem como a partir de diálogos que mantenho com professores de Universidades como a Unipampa, no Rio Grande do Sul, com estudantes e até mesmo a partir de debates que mantenho com professores ateus, que embora talvez não façam tal apologia em sala de aula, são militantes nas redes sociais e influenciam muito seus alunos.
      Além dos professores, há muita apologia ateísta por parte dos colegas; em geral, acredito que os colegam tendem a ser até mesmo mais agressivos, por isso, permanece a necessidade da preparação apologética dos jovens cristãos que ingressam na Universidade.
      De qualquer forma, não trata-se apenas de apologia direta ao ateísmo, como um professor afirmar enfaticamente que Deus não existe, há muita coisa sendo ensinada que é incompatível com o cristianismo, tal como ideologia de gênero, ou a doutrinação marxista que infelizmente ocorre em muitas instituições.
      Também isso os estudantes devem ser capazes que questionar.

      Em fim, agradeço sua participação, um abraço!
      Djesniel Krause

      • Henrique says:

        Pelo que entendi, parece que a apologia ao ateísmo tanto não é tão certa quanto não é tão relevante. Pelo seu último comentário, parece que o problema é o ensino no ambiente acadêmico de coisas “incompatíveis com o cristianismo”. Nos casos mencionados, ideologia de gênero e doutrinação ao marxismo, concordo que são não só incompatíveis com a educação secular como não científicas.

        Mas, partindo do entendimento (e corrija-me se eu estiver errado) de que o problema é algo incompatível com o cristianismo ser ensinado nas instituições, acha que isso se estende também a tópicos tidos como consenso na comunidade científica e acadêmica, como a evolução natural das espécies? Supondo que sim, tendo em vista outros artigos da NAPEC, considere que existe uma outra religião cujos dogmas incluem o geocentrismo (como o cristianismo de vários séculos atrás, tanto católico quanto protestante). Quando essa religião deveria parar de incentivar seus adeptos a questionar o heliocentrismo e passar a questionar o dogma?

        • Djesniel Krause says:

          Não, Henrique, algumas vezes a ciência faz com que a religião reinterprete suas interpretações do texto sagrado, a partir de novas descobertas científicas (a idade do universo, por um exemplo).
          Quanto à evolução, menciono no texto, inclusive, a existência de diversos cientistas evolucionistas que mantém a crença convencional em Deus, tais como Francis Collins e John Polkinghorne; as críticas ao evolucionismo são sugeridas apenas para que possa haver um diálogo saudável sobre as evidências positivas bem como as dificuldades encontradas pela TE, o exposição da teoria não precisa ser unilateral.

          • Djesniel Krause says:

            Uma leitura interessante seria a obra de Denis Alexander “Criação ou Evolução: precisamos escolher?”, já ví a divulgação deste livro aqui na NAPEC.

          • Henrique says:

            Perdoe-me, mas ainda continuo sem entender: quando alguém deve questionar o dogma religioso quando este entra em conflito com o conhecimento científico? Eu procurei usar geocentrismo x heliocentrismo para facilitar o raciocínio, mas vale para a Teoria Evolutiva.

  • Djesniel Krause says:

    Postei duas respostas semelhantes, quando acessei o meu artigo, a primeira resposta não apareceu, por isto postei um segundo texto, agora as duas respostas apareceram.



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